NR-1 amplia exigências e coloca saúde mental e reputação das empresas no centro da gestão de riscos
- Redação

- 9 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizações da norma tornam obrigatória a gestão de riscos psicossociais e reforçam impactos legais, humanos e institucionais

As atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), consolidadas entre 2024 e 2025, ampliaram de forma significativa o escopo da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil. Além de estruturar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e tornar obrigatório o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), a norma passou a exigir, de maneira explícita, a identificação, avaliação e controle dos riscos psicossociais, incluindo a saúde mental dos trabalhadores.
A mudança estabelece que fatores como assédio moral, estresse excessivo, sobrecarga de trabalho e ambientes organizacionais adoecedores devem ser tratados com o mesmo rigor técnico aplicado aos riscos físicos, químicos e biológicos. O avanço ocorre em um cenário no qual os transtornos mentais já figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho no país, impactando produtividade, clima organizacional e custos previdenciários.
Mais do que uma exigência técnica, a nova NR-1 impõe reflexos diretos sobre a reputação das empresas. Em um contexto de maior exposição pública, fortalecimento das pautas ESG e aumento da judicialização das relações de trabalho, falhas na prevenção do adoecimento mental extrapolam o campo jurídico e passam a afetar a imagem institucional, a marca empregadora e a credibilidade das organizações perante o mercado e a sociedade.
Para a Cristina Saavedra, psicóloga, a norma consolida uma mudança de paradigma na gestão empresarial. “A NR-1 deixa claro que saúde mental não é mais um tema subjetivo ou secundário. Ela passa a integrar oficialmente a gestão de riscos das empresas, com impactos humanos, legais e reputacionais”, afirma.
Nesse novo cenário, a atuação profissional especializada ganha caráter estratégico. O trabalho desenvolvido por Cristina envolve o diagnóstico de riscos psicossociais, apoio técnico à estruturação do PGR, capacitação de lideranças e orientação para a revisão de práticas organizacionais que impactam diretamente o bem-estar psicológico dos trabalhadores.
Segundo a psicóloga, a norma exige que as empresas avancem além do cumprimento formal. “Quando a organização ignora metas abusivas, modelos de gestão adoecedores e relações de trabalho disfuncionais, o problema aparece nos afastamentos, nas ações trabalhistas e, cada vez mais, na exposição negativa da empresa”, destaca.
A ampliação das exigências da NR-1 reforça que saúde mental deixou de ser apenas uma pauta de cuidado individual e passou a integrar, de forma definitiva, a estratégia de gestão de riscos, sustentabilidade e reputação corporativa.
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