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Boicote à Copa do Mundo nos EUA: um dilema político e moral


Por Douglas Dantas*


A participação do Brasil na Copa do Mundo sediada nos Estados Unidos, México e Canadá não pode ser tratada como um simples evento esportivo. O governo de Donald Trump, que hoje ocupa a presidência norte-americana, é acusado de apoiar e defender guerras como a do Irã e, sobretudo, de respaldar o genocídio palestino, que já dizimou milhares de mulheres e crianças.


Ignorar esse contexto é fechar os olhos para crimes que ferem a humanidade.

O peso da conivência


Ao aceitar disputar a Copa nos EUA, a Fifa, junto com o Brasil e demais seleções, se tornam cúmplice de um governo que age de forma unilateral, impondo sua visão de mundo e passando por cima da legislação e da soberania de diversos países. Mais grave ainda é a postura de Trump em determinar, sem respaldo internacional, quais organizações devem ser classificadas como terroristas — muitas vezes a pedido de figuras, como os Bolsonaros, suspeitas de envolvimento com outras organizações criminosas, como as próprias milícias, que de fato operam como grupos terroristas causando pânico e terror nas comunidades cariocas.


O chamado ao boicote


Diante desse cenário, os verdadeiros brasileiros patriotas têm o dever de se posicionar. O boicote aos jogos realizados nos EUA — não assistindo, não apoiando, não legitimando, não comprando produtos alusivos a Copa e de patrocinadores — é uma forma de resistência contra a instrumentalização do futebol como vitrine de um governo que promove guerras e genocídios.


O esporte não pode ser usado como cortina para encobrir violações de direitos humanos.

Mais que futebol


A Copa do Mundo deveria ser símbolo de união e celebração. Mas quando o palco é oferecido por um governo que fomenta conflitos e impõe sua vontade sobre outros povos, o futebol deixa de ser apenas jogo. Torna-se um campo de disputa moral, onde cada gesto de apoio ou silêncio pode ser interpretado como cumplicidade.


Douglas Dantas

Jornalista


Escândalos da Fifa:









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