top of page

Cais das Artes recebe artistas nacionais em festival musical

Marcos Suzano Trio, Barbatuques e Negadeza estão entre as atrações do Batidas do Mundo, festival que vai acontecer nos dias 30 e 31 de janeiro


A primeira edição do Festival Batidas do Mundo vai trazer grandes nomes da percussão nacional ao palco do Cais das Artes, em Vitória, nos próximos dias 30 e 31 de janeiro. Marcos Suzano Trio, Barbatuques e Negadeza estão entre as atrações do evento, que vai contar com uma homenagem ao mestre Naná Vasconcelos (1944-2016) e com shows de percussionistas renomados em atividade no Espírito Santo, como Edu Szajnbrum, Luccas Martins e Léo de Paula.


A curadoria é do músico percussionista Marcos Suzano, diretor artístico do Percpan – Festival Panorama Percussivo Mundial, um dos maiores eventos de percussão do Brasil, realizado anualmente na Bahia. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo site www.batidasdomundo.com.br.


A diretora da Caju Produções, Tânia Caju, realizadora do evento, conta que a ideia do festival surgiu durante uma visita a Trinidad e Tobago, país insular caribenho, onde ela teve a oportunidade de conhecer a riqueza e diversidade da percussão de diversos continentes.


“A partir daquele momento, pensei em criar um festival nesse formato em Vitória, em que percussionistas capixabas tenham a oportunidade de dialogar com músicos de outras regiões do país numa verdadeira celebração de ritmos e culturas”, destaca Tânia.

Primeira noite: homenagens e tradição


Para simbolizar a percussão como o ritmo que universaliza a cultura dos povos, o Festival Batidas do Mundo abrirá sua programação no dia 30 de janeiro, às 19h30, com uma homenagem a Naná Vasconcelos. Eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista Down Beat e ganhador de oito prêmios Grammy, o músico pernambucano revolucionou a percussão mundial, elevando o berimbau a instrumento solista, tanto em grupos de jazz quanto em orquestras eruditas. No palco, percussionistas locais irão celebrar o seu legado com uma apresentação especial.


 Em seguida, o artista multilinguagem Luccas Martins vai unir a sonoridade hipnótica do handpan à força ancestral das cordas do Quarteto Zuri, criando uma experiência sensorial que reverbera as raízes afro-brasileiras através da música de câmara contemporânea.


Um dos percussionistas mais requisitados do cenário nacional, Marcos Suzano vai brindar o público com o seu estilo original, que mescla as pesquisas eletrônicas ao profundo conhecimento da música afro-brasileira. Seja em carreira solo ou em álbuns em colaboração com Lenine, Naná Vasconcelos e Vitor Ramil, o músico renovou a percussão brasileira com ideias inovadoras, que são transmitidas em workshops por todo o mundo.


Última atração da primeira noite do festival, a percussionista Negadeza e o grupo Rala Coco trazem na bagagem a herança e continuidade da tradição do coco de roda, ritmo nascido no Nordeste brasileiro a partir da mistura das culturas africana e indígena. Negadeza é neta de Selma do Coco e filha de Aurinha do Coco, personalidades da cultura popular pernambucana, e o Rala Coco é um grupo familiar que conta em sua formação com o percussionista Zuri, filho de Negadeza, e o seu pai Fritz.


Segunda noite: percussão corporal e balanço capixaba


A programação da segunda e última noite do festival vai começar às 18h30, com o concerto Camerata Jovem Rochativa convida Edu Szajnbrum. O multi-instrumentista é referência no ensino do pandeiro brasileiro e colaborou com nomes como Marisa Monte, Gilberto Gil e Ney Matogrosso, entre outras estrelas da MPB.


Em seguida, o músico percussionista, professor, produtor e compositor capixaba Léo de Paula vai apresentar seu trabalho com foco na música contemporânea de concerto para percussão, acompanhado pelo seu septeto. Professor de percussão do Projeto Vale Música e membro da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, o músico possui diversos prêmios e apresentou-se em países como Holanda, Sérvia, Inglaterra e os Estados Unidos.


Fundado em São Paulo, em 1997, o grupo Barbatuques levará ao festival toda a inventividade de sua percussão corporal que ganhou o mundo. Conhecido por utilizar o corpo humano — palmas, batidas no peito, estalos de dedos, assovios e sapateados — como instrumento musical, o grupo percorreu mais de 20 países em espetáculos, álbuns e oficinas, transitando por uma diversidade de ritmos que vai do samba ao rap.


O encerramento do Festival Batidas do Mundo será com o tempero capixaba do Bloco Balança Penha. Criado no bairro Prainha, em Vila Velha, em 2021, o grupo incorpora ao seu repertório desde grooves de Tim Maia até o axé de Margareth Menezes, com parada obrigatória na tradição do congo capixaba.


 


• FESTIVAL BATIDAS DO MUNDO:


Datas: 30 e 31 de janeiro de 2026


Local: Cais das Artes – Enseada do Suá, na Baía de Vitória (ES)


Entrada: gratuita, com retirada de ingressos pelo site www.batidasdomundo.com.br 

 


• PROGRAMAÇÃO:


Dia 30 de janeiro (sexta-feira)

19h30 às 19h40 - Abertura do Festival com Homenagem ao Naná Vasconcelos por percussionistas capixabas

20h às 20h45 - Luccas Martins convida Quarteto Zuri

21h05 às 21h50 - Marcos Suzano Trio

22h às 23h - Negadeza e Rala Coco


Dia 31 de janeiro (sábado)

18h30 às 19h - Camerata Jovem Rochativa convida Edu Szajnbrum

19h20 às 20h20 - Léo de Paula Septeto

20h40 às 21h40 - Barbatuques

22h às 23h - Bloco Balança Penha


• CICLO DE OFICINAS:


Oficina de Pandeiro

Oficineiro: Edu Szajnbrum

Data: 14 e 15 de janeiro

Horário: das 14h às 17h

Local: Auditório Associação Rochativa - Rua 25 de Março, 05, Edifício Jorge Miguel, Cachoeiro de Itapemirim (ES)

Vagas: 30



Oficina de Instrumentarte

Data: 20, 21 e 22 de janeiro

Oficineiros: Mestre Léo, da Banda de Congo de Carapebus, e o Mestre luthier Wander Sagrilo

Horário: das 19h às 21h

Local: Centro Cultural Eliziário Rangel - Rua Humberto de Campos, 1.201, São Diogo I, Serra (ES)

Vagas: 20


Oficina Orquestra de Ritmos

Oficineiro: Gabriel Policarpo

Data: 27, 28 e 29 de janeiro

Horário: das 18h às 21h

Local: Associação Cultural Chegou o que Faltava - Rua Prof. Expedito Ramos Bogéa, 36, Maria Ortiz, Vitória (ES)

Vagas: 80


 

• INSCRIÇÕES GRATUITAS:




Realização: Caju Produções, viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) do governo do Estado do Espírito Santo, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES).


Apoio cultural: Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e VAM Instrumentos Musicais



SIGA NOSSO INSTAGRAM @VILAVELHAEMDIA

Participe de nossa comunidade de notícias e promoções no WhatsApp.


Anuncie conosco, valorize o jornalismo regional! Alcance de 1,5 milhão de leitores e

mais de 5 milhões de visualizações.







Comentários


bottom of page