Cansaço não é normal: mulheres 35+ enfrentam nova fase do corpo e pedem estratégia, não resignação
- Redação

- há 7 horas
- 3 min de leitura

Cada vez mais mulheres acima dos 35 anos têm relatado uma sensação persistente de exaustão, dificuldade para emagrecer, queda de libido e lapsos de memória.
Sintomas frequentemente tratados como “parte da idade” ou consequência da rotina intensa começam a ganhar outra leitura entre especialistas em saúde feminina: não se trata de normalidade, mas de um corpo que mudou suas regras.
“Acho que é normal, deve ser a idade, o trabalho, os filhos.” É com essa frase que muitas pacientes chegam ao consultório da terapeuta nutricional integrativa Bárbara Souza. Segundo ela, há um padrão recorrente: mulheres produtivas, ativas e com múltiplas responsabilidades aceitando níveis baixos de energia como se fossem inevitáveis.
“Cansaço crônico não é troféu de dedicação, é sinal de desequilíbrio”, afirma.

De acordo com a especialista, a partir dos 35 anos o organismo feminino passa por uma transição bioquímica importante. Alterações hormonais, especialmente envolvendo progesterona, estrogênio e testosterona, impactam diretamente o sono, o metabolismo e o equilíbrio emocional.
Uma das queixas mais comuns é acordar cansada mesmo após uma noite de sono. Nesse caso, a baixa de progesterona pode comprometer o sono profundo, essencial para a recuperação física e mental. Com isso, o corpo entra em estado de alerta constante, elevando os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.
Outro ponto recorrente é a dificuldade em perder peso. Estratégias que antes funcionavam deixam de surtir efeito. “Não é falta de disciplina. O metabolismo muda. Há maior resistência à insulina e alterações inflamatórias que favorecem o acúmulo de gordura, principalmente abdominal”, explica Bárbara.
A chamada “névoa mental”, caracterizada por lapsos de memória e dificuldade de concentração, também aparece com frequência, assim como a redução da libido. Segundo a especialista, esses sinais estão ligados a processos inflamatórios e à queda de testosterona, além de possíveis desequilíbrios intestinais.
As mudanças hormonais ainda impactam o emocional. Oscilações de estrogênio interferem na produção de neurotransmissores como a serotonina, o que pode gerar ansiedade e instabilidade emocional.
“Muitas mulheres acreditam que estão perdendo o controle, quando, na verdade, o corpo está pedindo ajuste”, pontua.
Diante desse cenário, cresce a busca por abordagens mais integrativas e personalizadas. Bárbara Souza desenvolveu o Método BM 80|20, que propõe atuar na raiz dos desequilíbrios, combinando estratégias de nutrição, ajustes de rotina, suplementação e cuidados com o ambiente biológico do corpo.
Entre os pilares do método estão o chamado biohacking clínico, processos de desintoxicação e uma estratégia nutricional voltada à saúde metabólica e mitocondrial — responsável pela produção de energia celular.
Para a especialista, o principal erro ainda é naturalizar sintomas que indicam desregulação.
“O corpo fala antes de adoecer. Ignorar esses sinais não os torna normais, apenas os torna crônicos”, alerta.
A mudança de perspectiva, segundo ela, é essencial: a maturidade não deve ser associada à perda de vitalidade, mas a uma fase de maior consciência e performance — desde que acompanhada de estratégia adequada.
“Existe um caminho para retomar energia, clareza e bem-estar. O primeiro passo é parar de normalizar o que está te apagando”, conclui.
Para isso, buscar ajuda profissional é fundamental para o reequilíbrio necessário.
Bárbara Souza é fisioterapeuta e terapeuta nutricional integrativa, especialista em saúde feminina 35+ e longevidade, com formação em Medicina do Estilo de Vida pela Harvard Medical School.
SIGA NOSSO INSTAGRAM @VILAVELHAEMDIA
Participe de nossa comunidade de notícias e promoções no WhatsApp.
Anuncie conosco, valorize o jornalismo regional! Alcance de 1,5 milhão de leitores e
mais de 10 milhões de visualizações.





Comentários