Chuvas intensas expõem fragilidades das cidades
- Redação

- há 5 dias
- 2 min de leitura

As chuvas intensas que atingem o Espírito Santo nos últimos dias voltaram a expor a vulnerabilidade das cidades diante dos impactos climáticos. Alagamentos, vias interditadas, riscos de deslizamentos e prejuízos para milhares de famílias reforçam que o problema vai além do volume de chuva: ele está diretamente ligado ao despreparo histórico da infraestrutura urbana e à ausência de planejamento territorial.
Esse cenário deixou de ser pontual e passou a representar um desafio estrutural e permanente para cidades de todo o país. Entre 2020 e 2023, 83% dos municípios brasileiros registraram desastres causados por chuvas extremas, um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
A situação se agravou em 2024 e 2025, quando as chuvas intensas resultaram em centenas de mortes e deixaram quase 1 milhão de pessoas desabrigadas ou desalojadas em diferentes regiões do país.
O período de chuvas fortes afeta com mais intensidade as populações vulneráveis e pressionam sistemas urbanos que, em muitos casos, não foram pensados para enfrentar volumes extremos de água.
Segundo Luana Romero, diretora executiva do Instituto Ideias, parte significativa dos danos está relacionada à urbanização rápida e desordenada, à insuficiência dos sistemas de drenagem, ao excesso de áreas impermeabilizadas e à ausência de políticas integradas de uso e ocupação do solo.
“Hoje, mais de 1.600 municípios brasileiros são classificados como de alto risco para impactos relacionados às chuvas, podendo sofrer com alagamentos, inundações e deslizamentos. O alerta vale tanto para pequenas cidades quanto para grandes capitais”.
Luana reforça que o enfrentamento desse cenário exige mudança de visão: “a pergunta central não é se vai chover mais, porque isso já é uma realidade. A questão é como estamos preparando nossas cidades para lidar com esse novo padrão climático, protegendo vidas, territórios e serviços essenciais?”.

Segundo a diretora do Ideias, investir em infraestrutura é fundamental, mas não suficiente se não vier acompanhado de planejamento e diálogo com os territórios.
“Soluções como infraestrutura verde, áreas permeáveis, modernização dos sistemas de drenagem e mapeamento de áreas de risco precisam caminhar junto com planejamento territorial e escuta das comunidades. Sem isso, seguimos reagindo a tragédias, quando deveríamos estar prevenindo”.
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