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Furto de objetos sagrados levanta suspeita de intolerância religiosa


Um episódio ocorrido em Riviera da Barra, Vila Velha, no Espírito Santo, trouxe à tona preocupações sobre intolerância religiosa e a necessidade de acompanhamento institucional. No dia 19 de junho de 2026, Meiriele de Souza Ayroldes, presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR) e seus familiares relataram o desaparecimento de objetos religiosos de matriz africana em um imóvel locado no bairro.


Meiriele é conhecida como Ìyálorìsà Mãe Meiriele ty Oyà, filha do Bàbálorìsà Jorge Roberto ty Òsóòsì, Ilê Odè Nilá, fundadora da Fraternidade Espírita Maria Padilha


Desaparecimento de objetos consagrados


Segundo os relatos, os itens estavam guardados em um quarto externo da residência, aguardando transferência para um novo espaço religioso em construção. Entre os objetos desaparecidos estão oito igbás completos, com ferramentas e insígnias consagradas há mais de duas décadas, representando os Orixás Ogun, Oxóssi, Obaluayê, Logunedé, Oxalufã, Oxaguian, Iansã e Yemanjá.


O desaparecimento causa impacto espiritual, cultural e histórico, além de levantar a hipótese de um ato motivado por intolerância religiosa.


Investigação policial


A Polícia Civil foi acionada para registrar a ocorrência e iniciar a investigação. Informações preliminares colhidas pela Polícia Militar apontam que um morador da unidade conjugada ao imóvel teria entrado sem autorização, deixando materiais de construção e um cão justamente na área onde estavam os objetos sagrados.


O corretor responsável pelo imóvel, Nilson Rosa, também foi chamado para acompanhar o caso e adotar as providências cabíveis.


Solicitação de acompanhamento institucional


Diante da gravidade do ocorrido, foi solicitado que órgãos de defesa dos direitos humanos, promoção da igualdade racial e proteção da liberdade religiosa acompanhem o caso. O objetivo é garantir a elucidação dos fatos, responsabilização de eventuais envolvidos e a preservação dos direitos fundamentais à liberdade de crença e culto, assegurados pela Constituição Federal.


Relevância cultural e social


Os objetos desaparecidos possuem valor sagrado para a família e representam patrimônio cultural e religioso protegido pelo ordenamento jurídico brasileiro. O episódio reforça a importância da defesa da diversidade religiosa e da preservação das tradições afro-brasileiras.








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