"Morte de cartunista reacende debate sobre câncer de próstata, alerta médico do HEVV
- Redação

- há 7 dias
- 2 min de leitura
Doença é a mais comum entre homens no Brasil e pode evoluir sem sintomas no início

O cartunista Scott Adams(foto abaixo), criador do quadrinho Dilbert (abaixo), morreu aos 68 anos em decorrência de um câncer de próstata em estágio avançado. A doença é a mais comum entre os homens no Brasil, com exceção dos tumores de pele não melanoma, e representa cerca de 30% de todos os cânceres masculinos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que estima aproximadamente 71 mil novos casos por ano no país.
Referência em oncologia, o Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV) reforça que o principal desafio do câncer de próstata é o diagnóstico tardio. Isso acontece porque, na maioria dos casos, o tumor se desenvolve de forma silenciosa e não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que faz com que muitos homens deixem de procurar atendimento médico por receio, desinformação ou tabu em relação aos exames.
“O grande problema é que muitos pacientes só chegam ao consultório quando a doença já está avançada”, explica o Dr. Rodrigo Tristão (foto acima), médico urologista do HEVV.
Segundo ele, exames simples e acessíveis, como o exame de sangue e o toque retal, são fundamentais para a detecção precoce.
“Falar sobre o exame de próstata é falar sobre cuidado com a própria vida. O preconceito ainda afasta muitos homens do diagnóstico precoce”, alerta.
Quando descoberto no início, o câncer de próstata apresenta altas chances de controle e cura, com tratamentos menos agressivos e melhores resultados. Já nos casos avançados, podem surgir sintomas como dificuldade para urinar, sangue na urina e dores ósseas. “O acompanhamento regular permite identificar alterações antes mesmo do aparecimento dos sintomas”, reforça o especialista.

A recomendação médica é que homens a partir dos 50 anos conversem com um urologista sobre a realização dos exames preventivos. Para aqueles com histórico familiar da doença, esse cuidado deve começar mais cedo. “Procurar o médico não é sinal de fraqueza, é uma atitude de responsabilidade. Quanto antes o diagnóstico, maiores são as chances de um tratamento eficaz”, conclui Dr. Rodrigo Tristão.

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