Prefeituras e o toque de recolher no Carnaval
- Redação

- há 5 horas
- 2 min de leitura

Por Iriny Lopes*
Passado o Carnaval é preciso fazer alguns questionamentos às prefeituras da Grande Vitória, especialmente as governadas por prefeitos da direita, que determinam há anos o encerramento da festa no início da noite, em tese, para manter a ordem e o silêncio para moradores. Spray de pimenta, repressão policial para quem tentava se divertir em pleno feriado, foram comuns em Vitória e Vila Velha. Na capital, ainda houve ainda apreensão de caixas de som (algumas minúsculas e com música bem baixinha).
A tentativa de militarização da vida não cabe em uma democracia. Um samba de Aldir Blanc e João Bosco, chamado Plataforma, já falava, na ditadura militar, da liberdade dos foliões, que não concordam em ficar restritos a cordas, lemas, horários, trajetos e divisas militares.
Gestões que não gostam do povo, da cultura popular, que boicotam os blocos e tentam mercantilizar o Carnaval para uma elite. Administrações que impedem comerciantes e ambulantes de garantir o ganha pão de cada dia, que poderia aumentar durante a festa.
Exigir que o som encerre às 18 horas, mas permitir, como no caso do Café de La Musique, em Vila Velha, praticamente ao lado da reserva de Jacarenema, mantenha som altíssimo, um batidão até às 6h da manhã e que poderia ser ouvido até o final da Barra do Jucu, parece não incomodar a prefeitura. E que se danem os moradores que gostariam de dormir sem achar que havia uma rave surpresa dentro de casa. Que se dane os animais da reserva, o meio ambiente que deveria ser preservado e já castigado com projetos de bairros ao lado da unidade. O que vale é o poder e o dinheiro.
Como diz o samba de Aldir e João Bosco, o povo é livre e não se sujeita a normas hipócritas. Nosso bloco tá na rua. O Carnaval resiste!
“Por um bloco
Que derrube esse coreto
Por passistas à vontade
Que não dancem o minueto
Por um bloco
Sem bandeira ou fingimento
Que balance e abagunce
O desfile e o julgamento
Por um bloco que aumente
O movimento
Que sacuda e arrebente
O cordão de isolamento”
*Deputada Estadual (PT-ES).
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