Cristina Saavedra | Saúde mental entra na pauta estratégica das empresas
- Redação

- há 6 dias
- 2 min de leitura

O tema da saúde mental atravessou definitivamente os portões das empresas e passou a integrar as decisões de gestão. Programas estruturados de prevenção emocional vêm sendo adotados para reduzir afastamentos, fortalecer equipes e evitar impactos silenciosos sobre a produtividade — um movimento que avança tanto no setor público quanto no privado.
Os números ajudam a explicar a urgência. De acordo com dados do Ministério da Previdência, o Brasil registrou, em 2024, cerca de 472 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, o maior volume da década. O total representa alta de 68% em relação a 2023, com ansiedade e depressão entre as principais causas. O cenário pressiona empresas a ampliarem políticas de prevenção, cuidado e gestão dos riscos psicossociais.
No Espírito Santo, a psicóloga clínica Cristina Saavedra, com 40 anos de atuação e sólida experiência em gestão pública e privada, desenvolve iniciativas voltadas ao diagnóstico emocional, à escuta qualificada e ao acompanhamento contínuo de equipes e lideranças. A abordagem considera fatores que raramente aparecem nos indicadores tradicionais, mas interferem diretamente no desempenho organizacional, como sobrecarga, exaustão, conflitos e ausência de canais seguros de diálogo.
Como funcionam as ações
Os programas incluem mapeamento de riscos psicossociais, rodas de conversa, campanhas internas, capacitação de gestores e entrega de recomendações personalizadas. O trabalho segue etapas sequenciais, que envolvem levantamento inicial, análise de riscos, planejamento conjunto, implementação e acompanhamento.
O objetivo é incorporar rotinas de cuidado ao cotidiano corporativo, com protocolos claros para prevenção, acolhimento e encaminhamento adequado de situações de sofrimento emocional.
Resultados medidos
Levantamentos utilizados como referência nas ações apontam redução de afastamentos por transtornos mentais, queda na rotatividade e melhora consistente no engajamento das equipes. Estudos citados indicam retorno financeiro que pode chegar a quatro vezes o valor investido, considerando menos licenças, menor turnover e recuperação de produtividade. As práticas também dialogam com exigências legais ligadas à saúde e segurança do trabalho e fortalecem indicadores de responsabilidade social e ESG.
Janeiro Branco e conscientização nas empresas
Em janeiro, mês marcado pela campanha Janeiro Branco, o debate sobre saúde mental ganha ainda mais visibilidade. Neste período, Cristina Saavedra tem intensificado a realização de palestras e encontros em empresas, com foco na conscientização sobre a importância de incluir a saúde emocional no planejamento estratégico das organizações. As ações buscam ampliar o entendimento de lideranças e equipes sobre prevenção, escuta e gestão responsável dos fatores de risco.
Para a psicóloga, a discussão sobre saúde emocional está diretamente ligada ao desempenho organizacional. “Quando existe espaço para escuta qualificada e gestão responsável dos fatores de risco, os resultados aparecem em clima, motivação e sustentabilidade do negócio”, afirma.
Os projetos são direcionados a empresas, áreas de RH e lideranças interessadas em estruturar políticas permanentes de cuidado e prevenção, com foco em desempenho saudável e relações de trabalho mais equilibradas.
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