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Vereadores e Comunidade Escolar protocolam CPI da Educação após blindagem da secretária em Vila Velha



A sessão da Câmara Municipal de Vila Velha, realizada nesta quarta-feira (1), foi marcada por tensão e protestos da comunidade escolar. Professores, familiares e estudantes lotaram o plenário para acompanhar a votação do requerimento que convocava a secretária municipal de Educação, Carla Cabidel, a prestar esclarecimentos sobre a situação da rede pública.


Apesar da mobilização, a maioria dos vereadores rejeitou a convocação, blindando a gestão do prefeito Arnaldinho Borgo. Votaram contra o requerimento os parlamentares Devanir Ferreira, Doutor Hércules, Ivan Carlini, Joel Rangel, Jonimar Santos, Léo Pindoba, Oswaldo Maturano, Rogério Cardoso, Patrick da Guarda, Tiagão Henker e Welber da Segurança.


Estiveram ausentes Carol Caldeira, Alex Recepute, Flávio Pires, Devacir Rabello, Ademir Pontine, Anadelso Pereira e Renzo Mendes. Apenas três vereadores se posicionaram a favor da convocação: Rafael Primo (PT), Pastor Fabiano (PL) e Patrícia Crizanto (União).


📢 Reações e protestos



Durante a sessão da última segunda-feira (29), houve até gestos obscenos por parte de um vereador.


O professor Vinicius Machado, presidente da APEVV, criticou duramente a postura da Câmara:

“A educação pública exige transparência, responsabilidade e respeito com estudantes, famílias e profissionais. Não aceitaremos o silêncio diante de tantos problemas. Defender a CPI da Educação não é ser contra a gestão, mas é defender pais, alunos e professores! Quem não deve, não teme.”

📌 Pedido de CPI


Após a rejeição do requerimento, os vereadores Rafael Primo (PT) e Pastor Fabiano (PL) protocolaram o pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação da educação municipal.

“Há seis anos a comunidade escolar de Vila Velha sofre. Chegou a hora de tirar essa discussão dos gabinetes climatizados da Prefeitura e levá-la para as salas de aula sem ventilador. É hora de ouvir o povo”, afirmou Rafael Primo.
“Após sermos impedidos de fiscalizar pela gestão Arnaldinho, a única saída que nos restou foi o pedido de instauração da CPI. Isso é pelas nossas crianças, professores e profissionais da educação”, reforçou Pastor Fabiano.

✊ Mobilização popular


Como próximo passo, os parlamentares anunciaram que irão coletar assinaturas em diferentes bairros de Vila Velha para ampliar o apoio popular à criação da CPI. A iniciativa busca envolver diretamente a população no debate sobre a educação municipal e reforçar a cobrança por transparência e fiscalização.









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