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“A alimentação baseada em comida de verdade não é tendência, é fundamento" destaca especialista em nutrição integrativa




O conceito de “comida de verdade” voltou ao centro das discussões sobre saúde pública após a circulação de materiais institucionais nos Estados Unidos que reforçam a priorização de alimentos in natura e minimamente processados na orientação alimentar da população. A abordagem contrapõe, de forma direta, o consumo excessivo de ultraprocessados — produtos formulados para escala e conveniência, mas associados a impactos negativos na saúde.


O material destaca grupos alimentares como carnes, ovos, frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras naturais como base de uma alimentação equilibrada, enquanto aponta os ultraprocessados como itens ricos em aditivos, açúcares e óleos refinados.


Para a Dra. Bárbara Souza, especialista em nutrição integrativa, emagrecimento e perfomance, o debate não é novo, mas ganha relevância quando passa a integrar a comunicação institucional.


“A alimentação baseada em comida de verdade não é tendência, é fundamento. O corpo humano responde melhor a alimentos reconhecíveis, com menor grau de industrialização. Quando esse discurso começa a ser reforçado em larga escala, há um impacto direto na forma como as pessoas passam a enxergar suas escolhas alimentares”, afirma.

Segundo a especialista, o consumo frequente de ultraprocessados está associado a processos inflamatórios, alterações metabólicas e ao aumento da incidência de doenças crônicas. “Esses produtos foram pensados para durabilidade, paladar e logística, não para saúde. O problema é quando eles ocupam o centro da alimentação cotidiana”, explica.


A mudança no tom do debate público acompanha um movimento global de revisão das diretrizes nutricionais, impulsionado por estudos científicos que correlacionam dietas baseadas em alimentos naturais a melhores indicadores de saúde, qualidade de vida e longevidade.


Para a Dra. Bárbara, o impacto desse reposicionamento vai além da nutrição. “Quando falamos de saúde pública, falamos também de estética, energia, produtividade e bem-estar. Alimentação é base. Nenhum tratamento ou intervenção compensa uma rotina alimentar sustentada por produtos ultraprocessados”, completa.


O fortalecimento do discurso da comida de verdade reforça a necessidade de educação alimentar e de escolhas mais conscientes, tanto no âmbito individual quanto coletivo, colocando a nutrição como eixo central das políticas e práticas de saúde.


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